28 Out 2015

Governo aumenta o teto dos imóveis do Minha Casa Minha Vida

Categoria: Financiamento

A tão aguardada notícia do aumento do teto dos valores dos imóveis do Minha Casa Minha Vida chegou. Esses valores não eram reajustados desde de 2012.

Em reunião ontem em Brasília, o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a elevação dos valores máximos dos imóveis e dos subsídios do Minha Casa Minha Vida.

Para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o valor máximo do imóvel passou de R$ 190 mil para R$ 225 mil. Enquanto o subsídio máximo que era de R$ 25 mil passou para R$ 27,5 mil.

Para a região de Blumenau, Indaial, Timbó e Pomerode, o preço máximo do imóvel a ser contratado no âmbito do Minha Casa Minha Vida 3 passou de R$ 145 mil para R$ 160 mil, e o valor máximo do subsídio foi de R$ 17.960,00 para R$ 19.000,00.

Reivindicação de todo o mercado imobiliário, os novos valores do Minha Casa Minha Vida devem trazer um alento para esse segmento que sofreu muito com as alterações das regras de financiamento da Caixa Econômica Federal durante todo o ano de 2015. O Financiamento Habitacional impacta diretamente nos números do setor.

Importante notar que não temos apenas notícias boas. O Ministério das Cidades já havia anunciado no mês passado a elevação das taxas de juros e a criação de uma faixa intermediária no Minha Casa Minha Vida, para atender famílias com renda entre R$ 1.800 e R$ 2.350, com juros de 5% ao ano. Os juros a partir da chamada faixa 2 para famílias com renda de até R$ 2.700 serão de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Hoje, as famílias que ganham até R$ 2.455, pagam 5% ao ano. Já aquelas que tem renda entre R$ 2.455 e R$ 3.275 pagam 6% ao ano. Na Faixa 3, também haverá aumento de juros. Quem recebe até R$ 6.500, que tem taxa de juros de 7,16% atualmente, passará a pagar juros anuais de 8%.

Os custos de construção aumentaram em torno de 25% nos últimos dois anos. Na prática, esses novos valores vão possibilitar enquadrar imóveis que hoje estariam fora do Minha Casa Minha Vida. Em muitas cidades já era impossível encontrar imóveis, principalmente casas, que ficassem abaixo do teto máximo.

Ricardo Cubas, corretor de imóveis e gerente de vendas da Edifique Imobiliária de Indaial, comenta: “A elevação dos valores máximos dos imóveis do Minha Casa Minha Vida para R$ 180 mil em nossa região vai trazer uma série de novas opções de imóveis para esse mercado. Contudo, a elevação das taxas de juros vai trazer algumas dificuldades em relação aos valores necessários para a entrada.”

As construtoras já fazem as contas e esperam um incremento nos negócios. “As vendas de apartamentos que não se enquadravam no Minha Casa Minha Vida antes desse anúncio devem ter um significativo crescimento” relata o diretor de uma importante construtora de Blumenau.

Do ponto de vistas das famílias, que procuram seu primeiro imóvel, a preocupação é que não ocorram aumentos de preços apenas porque os limites máximos foram elevados.

A expectativa é que as contratações com os novos valores de teto e subsídio sejam feitas logo que os bancos ajustem seus sistemas para esses novos moldes. É consenso que não é necessário a edição de uma Medida Provisória ou Projeto de Lei para que a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida seja colocada em prática.

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